Opinião Sincera | Superhot

 

First-Person Shooting, ou simplesmente FPS, é um gênero de jogo de Tiro em Primeira Pessoa, onde você tem a visão de câmera sob a perspectiva do rosto do personagem. Gênero esse onde o Doom, lá em 1993, no MS-DOS, foi um dos pioneiros. Daí em diante, vários outros games começaram a se desenvolver do mesmo jeito.        

O mercado de jogos sempre manteve uma forte tendência acerca do aumento da qualidade audiovisual das produções, focando na melhoria e desempenho. Entretanto, sempre existiram os desenvolvedores indie (termo utilizado para indicar empresas independentes de grandes estúdios), muitas vezes associados a desenvolvimento de games com design retrô (no melhor estilo Minecraft, Knights of Pen and Paper, dentre outros).        

Então, temos SuperHot. Senhoras e senhores, este jogo é fantástico. A ideia dele é bem direta: como grande parte dos jogos do gênero de tiro, sua missão é matar os inimigos, representados de vermelho (enquanto seu personagem é caracterizado na cor preta). É nesse momento que o game te surpreende, quando você percebe que todo o ambiente é quase estático (a velocidade com que os personagens se movem é quase nula), porém, quando você se mexe, o tempo acompanha seus movimentos. E isso é uma mecânica muito show de bola.

O jogo tem uma história muito boa e cativante, possui mecânicas que vão te deixar confuso e ao mesmo tempo morrendo de vontade de continuar na jogatina e, por último, quando você finalizar o jogo, você vai se questionar sobre muitas coisas da vida em si.

Existem várias teorias e interpretações diferentes acerca do final, mas é divertido depois conversar com os amigos sobre SuperHot. Inclusive (experiência própria), o game possui um bordãozinho divisor de opiniões, pois tem quem goste (como eu) e quem odeie. Ao final de cada level, você é surpreendido com uma voz robotizada que fala o nome do jogo repetidamente até você avançar (isso é viciante, em certo ponto). 

Aviso a quem não jogou, o jogo está disponível nas lojas de todas as plataformas mais recentes de videogames (exceto o Wii U e o Switch, da Nintendo). Na Steam, o game custa módicos R$ 39,99 e garanto-lhes: vale a pena. As críticas são extremamente boas e o jogo possui pontuação de 82/100 no Metacritic

Para quem já jogou (ou já pretende jogar o primeiro e não sabe o que fazer quando finalizar), existe uma expansão standalone (que não necessita do game para rodar) chamada SuperHot: Mind Control Delete, dos mesmos desenvolvedores. O jogo está disponível apenas na Steam (versão Early Access, indicando que o game ainda não está finalizado, mas pode ser jogado) e custa R$ 24,89. Caso você jogue no PC e não tenha nenhum, o combo com a primeira versão, a versão para VR (realidade virtual com o Oculus Rift ou HTC Vive) e o jogo novo com 20% de desconto, totalizando R$ 88,69.

Confira o trailer abaixo: