Opinião Sincera | Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald

 

Depois de dois anos de espera, Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald finalmente está entre nós! Com tantas perguntas que ficaram em aberto no primeiro filme, começaremos a ter algumas respostas...ou não.

O filme começa pouco tempo após os acontecimentos do anterior. Grindelwald está reunindo seguidores e numa jornada para encontrar Credecene, o obscurial, que é uma parte muito importante em seu plano. Do outro lado temos Newt no Ministério da Magia da Inglaterra enfrentando as consequências dos últimos acontecimentos.

A sequência inicial do filme, apesar de previsível, é muito instigante de se ver e parece que vai ditar o ritmo de todo o longa, porém, nas cenas seguintes, ele diminui, como se tivesse puxado o freio de mão de vez, para relembrar os personagens e onde eles pararam na primeira parte desta pentalogia.

Com a intenção de expandir o universo e uma trama que foi diluída nos livros, ganhando alguma relevância apenas em “Relíquias da Morte”, alguns personagens perderam a importância, dando a entender que estão ali apenas porque foram estabelecidos como principais na primeira parte e por serem rostos familiares que caíram no gosto do público para acompanhar o protagonista, que, inclusive, apesar de ter caído de paraquedas na confusão de Grindelwald no primeiro filme, nesta segunda parte começa a ganhar alguma justificativa para receber o título de grande herói dessa nova franquia, mesmo essa não sendo tão convincente.

A história se arrasta demais (confesso que foi difícil manter os olhos abertos no cinema). Muitas cenas poderiam ser cortadas em benefício de uma narrativa mais rápida. Cenas do trailer que pareciam ser de grande impacto são apenas sequências sem sentido em prol do fan service. O background de alguns personagens é apresentado em cenas sem sentido, dispensáveis e que cria um ret con no que já tinha sido estabelecido no cânone.

Diferentemente do primeiro longa, onde conhecer cada criatura nova era algo fascinante, aqui já fica cansativo e o que se quer é ver a construção do que culminará no grande duelo entre Alvo Dumbledore e Grindelwald. O grande destaque do filme vai para seus intérpretes (Jude Law e Johnny Depp), que estão muito bem em seus papéis.

Mesmo sendo um segundo capítulo de uma história com mais três filmes, poderiam ter sido adicionadas mais cenas de ação e mais história acontecendo, intercalado por alguns diálogos expositivos. Mas o que é entregue são apenas diálogos expositivos vazios para levantar mais questionamentos e um clímax bem fraco que é resolvido em questão de segundos. Toda essa lentidão da narrativa me fez chegar ao final do filme com a sensação que ele ainda estava no início, talvez por não haver uma divisão muito clara dos três atos e a falta de acontecimentos verdadeiramente marcantes.

Todos esses pontos põem em dúvida se JK deve continuar escrevendo os próximos filmes sozinha, sem alguém para indicar o que deve ser o cortado ou não; se essa história não seria melhor contada em livros e se contá-la juntamente com Newt e os animais fantásticos foi a melhor escolha para dar a relevância devida a esses acontecimentos. Aguardemos agora a parte 3 que chega aos cinemas em 2020.