Opinião Sincera | Brigitte Lindholm (Overwatch)

imagem retirada do Google

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              Tivemos ontem, terça-feira, 20/03, o lançamento oficial da mais nova personagem do Overwatch, “Brigitte Lindholm”, mais um suporte “diferenciado” que chega ao jogo para abalar as estruturas desse competitivo.

              Apresentando-se como uma defesa e um suporte bem mais “ofensivo”, Brigitte vem quebrar novamente estereótipos e demonstrar que personagens femininas não servem apenas para curar e se proteger, mas que podem fazer facilmente fronte aos seus inimigos e fazer um belo estrago (vide Zarya). Como história, nos é apresentado a jovem Brigitte, uma garota que não quer mais ficar apenas no background da situação, já que a ela, além de ser filha do nosso querido baixinho Tobjorn, ainda é apadrinhada pelo grande cruzado Reinhardt, cuja armadura é consertada pela mesma. Após muito tempo apenas cuidando dos reparos de sua armadura, ela cansou de ser apenas a engenheira que fica para trás e resolveu partir para as linhas de frente como seu pai e padrinho para poder ajudar de verdade a vencer os inimigos.

              Com uma dinâmica de jogo bem interessante, onde é necessário atacar para curar, a nova personagem chega para agradar aqueles jogadores que, apesar de gostar da tensão e das batalhas, querem auxiliar sua equipe ou por vezes se encontram sem healers na equipe. Apesar de já termos um personagem com uma dinâmica parecida, Brigitte traz consigo diversas particularidades, como seu escudo, que remete bastante ao de Reinhardt, porém em uma versão menor e bem mais pessoal.

              Em uma partida bem jogada é muito fácil perceber que tanto a barra de life dela quanto a de seus parceiros vai demorar muito a diminuir, principalmente se o jogador já estiver familiarizado, conseguindo mesclar seus golpes normais, seu disparo açoitador e seu golpe de escudo, gerando combos que são esmagadores para os inimigos. Em primeiras experiências, confesso que é um pouco difícil se acostumar com a mecânica e lembrar de utilizar o escudo em meio aos ataques, pois mesmo sendo bem parecida com a mecânica já demonstrada em Reinhardt, não foram poucas as vezes em que acabei me empolgando e focado apenas açoitar meus inimigos como se não houvesse o amanhã e ver o life de toda a minha equipe e principalmente o meu regenerando de forma absurda.

              Em diversos momentos também ocorreram situações onde apenas eu e o tanque conseguíamos sozinhos segurar a equipe inimiga com a maior facilidade, e até mesmo forçar a volta dela para o ponto de surgimento.

              Porém, como nem tudo são flores, houve momentos em que, devido ao desfoque em curar, me concentrei tanto em atacar que esqueci o time e rapidamente o time adversário virou a partida (contando também com uma Brigitte), logo, percebemos que ela é uma personagem que constantemente precisa estar focada em estar perto do seu time, principalmente próxima dos tanques, para que possa realmente fazer seu trabalho. Aparentemente, o que Jeff Keplan afirmou sobre termos uma nova Meta Changer realmente se confirma, já que, nas poucas partidas que joguei, o meu foco e a forma como eu e o outro time utilizava a Brigitte faziam toda a diferença no campo de batalha.

              Por fim e para não passar em branco, sua Ultimate, que consiste em uma “animação” ao melhor estilo coração valente, onde após o anuncio de “trombetas” toda sua equipe ganha escudo e uma maior regeneração de vida (consequência do aumento na velocidade dos ataques de seu mangual), o que auxilia bastante em segurar um ponto ou no avanço frente a equipe inimiga.

              Sendo assim, Brigitte é mais uma personagem que chega para agradar aqueles que gostam de um personagem bem ofensivo, porém que ainda assim gostariam de auxiliar sua equipe ou se encontram naqueles momentos onde nenhum outro teamate pega um personagem de suporte. Pessoalmente, assim como a Moira, esse é mais um personagem que não terei problema nenhum em jogar, mesmo não tendo preferência para personagens de suporte. A dinâmica de seus ataques e a possibilidade de auxiliar quando o time não tiver nenhum personagem de cura fazem desse personagem uma escolha essencial para algumas das minhas partidas.

              Apesar de tudo, ainda é cedo para afirmar com certeza se a Brigitte realmente entrará no Meta, principalmente caso ocorram novos nerfs, algo que não duvido de forma alguma, mas até o momento quero aproveitar ao máximo possível de todo seu potencial e me divertir, torcendo para que ela não sofra nerfs a ponto que fique fraca demais até que seja finalmente liberada no competitivo de Overwatch.