Opinião Sincera | Jessica Jones 2ª Temporada

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              E aí, galera! A segunda temporada de Jessica Jones teve 12 incríveis episódios e foi bem diferente da primeira. Apesar de a história ter mudado, a qualidade se manteve e a nossa heroína mostrou mais uma vez a sua superforça. O texto abaixo contém muuuuuuuuuuuitos spoilers! Recomendamos que você termine a temporada e depois volte aqui para deixar sua opinião também!

              Confesso que quando comecei a temporada estava um pouco apreensiva com o desenrolar das coisas. Temia que as histórias individuais que elevaram tanto o hype da galera para as primeiras temporadas do universo não se sustentassem para uma segunda temporada, principalmente por ter achado a segunda temporada de Demolidor mais morna em relação à primeira.

              O ponto que mais me preocupou quanto a isso foi o fato de a primeira temporada de Jessica Jones ter apresentado Killgrave, um vilão espetacular que você, provavelmente assim como eu, amou odiar e até ficou meio triste quando morreu. Felizmente, eu estava enganada. Apesar de a série ter perdido um grande personagem, conseguiu um resultado excelente criando novas histórias para personagens que apareceram menos na temporada anterior e novos personagens que prenderam a atenção do espectador.

              O gancho principal da temporada foram os experimentos do Dr. Kozlov, trabalhado gradativamente passando por vários plot twists que culminaram na revelação de que a mãe de Jessica na verdade não só sobreviveu ao acidente, como também fez parte dos experimentos genéticos e ganhou superpoderes, assim como Jessica. Essa revelação é feita no final do episódio 6 e é continuada, de certa forma, no episódio 7, que é todo em flashback para mostrar o que a mãe de Jessica fez durante todos os anos que passou longe da filha. Esse episódio foi sem dúvida um dos meus preferidos da temporada. Foi muito interessante ter uma visão de como Jessica era pós-experimentos e pré-Killgrave, e como a mãe dela diretamente afetou a filha emocionalmente com mais uma tragédia, matando Stirling, o namorado enrolado pelo qual Jessica estava claramente apaixonada. Ele não tem muita participação, mas a importância de Stirling na vida de Jessica naquele momento é evidente quando descobrimos a origem da tradicional jaqueta que Jessica usa e do nome dado à empresa de investigações.

              Falando em Jessica apaixonada, uma grande adição à temporada foi Oscar. Junto com seu filho, ele traz o elemento de família e companheirismo que foi bem abalado nesta temporada com a revelação da mãe e a instabilidade nas relações com Trish e Malcolm. São momentos críticos para Jessica, apesar na natureza solitária que ela apresenta normalmente, mas as cenas deles juntos, particularmente as da season finale, trazem um sentimento de normalidade e colocam um sorriso sincero no rosto de Jessica. É como se ela finalmente aceitasse que ela pode de fato ter uma coisa que ela julgava não ser possível porque ela estava morta. E agora vai aprender a viver, mesmo perdendo, de novo, sua mãe. E essa perda também foi um ponto determinante da temporada, principalmente pelo fato de Trish ter sido a responsável.

              Trish foi uma personagem que me decepcionou bastante ao longo da temporada. Quando escrevi o texto da premiére, coloquei muita fé e achei que ela realmente ia brilhar e roubar a cena que não pôde roubar na temporada anterior. Quando continuei, fiquei bastante decepcionada com o desenvolvimento dela. Trish se mostrou um ser humano mesquinho incapaz de dar a atenção de que Jessica realmente precisava devido à obsessão por ter superpoderes e salvar o mundo de todas as coisas, mesmo quando ela mesma precisava ser salva e não via isso.

              Simplesmente adorei a temporada. Trouxe novos e interessantes personagens, histórias cativantes e diversas reviravoltas. Fico ansiosa para conhecer a Jessica Jones da próxima temporada (e torço para vê-la nas temporadas dos outros defensores) e descobrir como ela vai viver a experiência de uma vida mais normal, na medida do possível.

              Concorda comigo? Discorda? Deixe sua opinião aí também!

 
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