Especial Overwatch

 

              Já com seus dois anos de idade e agora adentrando em seu evento de verão, Overwatch é um jogo que ficou muito famoso por trazer mecânicas inovadoras e uma mescla entre FPS e MOBA de forma muito divertida, diferente e competitiva, emplacando facilmente como um dos jogos mais aguardados desde sua versão beta e atraindo uma parcela muito grande de jogadores para seu lançamento. Como acompanho essa história desde sua beta, comprei o jogo em pré-venda e, até hoje, continuo sendo um dos jogadores ativos. Hoje farei uma analise especial, não apenas analisarei o jogo em si, mas toda sua trajetória para saber se Overwatch continua em seus tempos dourados, quais mudanças foram bem-vindas ou não, e por que ele é um jogo que vocês deveriam (ou não) ter em suas prateleiras.

              Conheci Overwatch em meus tempos de Playstation, em um de seus últimos betas abertos tive a oportunidade de jogar junto a alguns amigos. A ideia do jogo era simples (ainda é). Você escolhe seu personagem e, junto a seu time, precisa cumprir um objetivo no mapa em que foram lançados, uma clássica descrição de um MOBA, porém aqui encontramos a primeira diferença: seu personagem não é fixo, é possível, no renascimento, escolher outro, caso você deseje, o que torna o jogo mais flexível e estratégico. O foco era que sua equipe tivesse a chance de conseguir mudar as situações, mesmo as que aparentassem mais críticas, por meio de mudanças de estratégias diretamente no meio da partida. “Seu time está defensivo demais e não consegue avançar? Escolha um personagem focado em dano. ” “Um dos personagens do outro time está conseguindo segurar o ponto sempre? Escolha um personagem que seja seu counter”.

              Essa remodelação tornava as partidas absurdamente dinâmicas e interessantes, as mudanças de cenários entre perdas absolutas e vitórias esmagadoras eram absurdas e o senso de diversão não se perdia. Pouco a pouco, Overwatch conquistava suas possibilidades de ser um jogo competitivo, já que o trabalho em equipe sempre foi um dos principais pontos, caso você realmente quisesse obter uma vitória no jogo. É impossível jogar “sozinho”, e não sozinho sem companheiros conhecidos, pois ainda assim o jogo se mostra divertido. Mas sim sozinho sem coordenação e cooperação de equipe. Cada personagem é totalmente importante caso você deseje vencer e um único personagem que esteja desfocado jogando apenas para conseguir Status tem a capacidade de levar o time a derrota.

              Falando em Status, Over sempre deixou bem claro que fazer Kills não é nada caso você não esteja ajudando seu time nos objetivos, por isso, seu sistema de pontuação não foca apenas em eliminações/morte, também em dano afligido, dano suportado, cura dada para o time, tempo realizando objetivo e diversos outros pontos que mostram que cada um terá seu papel no time e será recompensado por isso, desde que esteja fazendo seu papel bem.

              Quanto ao jogo em si, não há muito o que explicar além do que já foi dito. Ele é um FPS que utiliza um visual bem mais “cartunesco”, porém com objetivos e funcionamento de um MOBA. Antes os heróis eram divididos em quatro classes: Ofensivos, defensivos, tanques e suporte. Porém, em reformulações, agora temos apenas três: Ofensivos, tanques e suportes. Algo que ocorreu, principalmente, para evitar certas discussões na escolha do personagem. Cada classe tem seu papel in game muito bem definido, utilizando o sistema anterior para explicar (pois acho que deixa as coisas muito mais claras).

              Ofensivos: Personagens que tem como objetivo causar o máximo de dano possível e perfurar barreiras indo fronte a seu objetivo, são eles que abrem caminho para que os demais personagens possam seguir seu caminho. Também são os responsáveis por eliminar suportes e outros personagens mais enjoados que podem a vir ser uma pedra no sapato.

              Defensivos: Utilizados principalmente em fases de defesa (não use como via de regra, afinal quem usa bem personagens defensivos consegue causar tanto dano quanto um ofensivo), tem como objetivo segurar o time adversário em seu avanço. Fazendo uso de torre, armadilhas, eliminando personagens a distância, congelando ou sendo a própria torre de disparo rápido. Buscam fazer com que o time adversário fique travado sem muitas opções de avanço. Um time que jogue bem de forma defensiva consegue ser uma das piores irritações do jogo, afinal, não existe sensação pior do que não conseguir nem sequer sair da sua base em uma partida.

              Tanques: O próprio nome já explica. São os responsáveis por tankar o dano do jogo. Avançam inicialmente segurando os perigos e dando proteção para seu time avançar. Auxiliam também na proteção de personagens menos resistentes, principalmente os de suporte, e podem ser utilizados para desestruturar as equipes adversarias. Por exemplo, tanques como D.Va e Winston podem avançar dentro de times, separar os personagens dando espaço para que os ofensivos possam eliminar os personagens de suporte do time adversário.

              Suporte: Por fim, porém não menos importantes, talvez até um dos mais importantes na verdade, estão os personagens de suporte. Eles que são conhecidos por dar a cura ao time. Eles que, em sua maioria, são personagens bem menos resistentes, aqueles responsáveis por manter o time vivo, dando curas, buffs, armaduras ou, até mesmo, revivendo personagens mortos. Alguns dos suportes também podem aplicar debuffs no time adversário, aumentando o dano recebido por eles ou restringindo sua cura.

              Quanto aos mapas, existem diversos tipos de mapas e objetivos, desde missões de capturar e acompanhar a carga até missões de capturar pontos. Over entrega uma variedade de objetivos aceitável. Um dos problemas dele aparece já por aí. Apesar de ter uma variedade interessante, olhando mais atenciosamente você percebe que ela é limitada, algo que ocorre também com os personagens do jogo em questão de número. Se a Blizzard lançasse esse conteúdo especificamente com um pouco mais de frequência esse problema poderia ser facilmente solucionado. Não dizendo que ele é um jogo repetitivo, bem pelo contrário, mas, caso houvessem mais heróis e fases, o jogo seria ainda mais dinâmico e interessante.

              E como abordei, é importante deixar claro que que o conteúdo que a Blizzard peca em demorar a lançar são fases e personagens, porém, em relação a conteúdo especial, a desenvolvedora consegue dar um show comparado a outros jogos. Tendo eventos comemorativos durante o ano todo e quase em todos os meses, sempre chegarão novos modos de jogo, Skins e outros itens para aumentar sua coleção in game. Esses itens são adquiridos com Loot Boxes, que podem ser adquiridas no próprio jogo passando de nível ou realizando certas missões, ou pode ser comprada com dinheiro real. Felizmente, as Loot Boxes só trazem modificações cosméticas, novas falas, sprays e coisas do tipo, não afetando na jogabilidade.

              Saindo um pouco da análise da jogabilidade e da parte técnica e entrando no multiplayer, como disse anteriormente, Overwatch é um jogo totalmente focado no cooperativo e é nesse ambiente que ele domina. Apesar de possuir diversos modos de jogo, dois se destacam, sendo eles a partida rápida, um modo mais casual de jogo, focado na aprendizagem e diversão dos jogadores e o modo competitivo, onde as partidas são levadas a outro nível e a cooperação e estratégia fazem a total diferença para garantir a vitória. Quanto aos jogadores, Overwatch possui uma comunidade muito receptiva a novos jogadores, é raro (porém não impossível) encontrar jogadores tóxicos, a maior parte se encontra inclusive no competitivo, algo que não vem a ser um problema caso você formule sua equipe e já tenha um time fixo para suas partidas. Quanto ao balanceamento, Overwatch já teve seus bons e maus tempos, dois grandes incômodos atuais quanto a isso são a demora para balancear uma partida (o tempo de espera pode se tornar um incomodo, principalmente quando você joga diversas partidas consecutivas) e a diferença entre níveis dos personagens e das equipes, mas, realmente, só em alguns momentos isso gera reais problemas durante as partidas.

              Por fim, Overwatch é um jogo incrível, algo já esperado de uma desenvolvedora como a Blizzard. O jogo ainda possui muitos pontos em que pode melhorar e crescer, mas, ao mesmo tempo, garante um nível de diversão e competitividade que poucos jogos entregam atualmente. O crescimento dele no cenário mundial, inclusive de E-sports, é uma prova disso. Por isso, deixo minha sincera recomendação, mesmo que você não seja tão fã assim desse estilo de jogo, de FPS ou MOBAS, e tenha seu receio, aproveite um dos finais de semana gratuitos oferecidos frequentemente pela desenvolvedora e faça o teste. Já vi diversos amigos seguirem esse conselho e, no próprio fim de semana, realizarem a aquisição do jogo e, até hoje, não se arrependeram.