Opinião Sincera | O Aprendiz (Conjurador)

 

              O Aprendiz é o primeiro livro da trilogia do Conjurador escrito por Taran Matharu e lançado em 2015 pela editora Galera no Brasil. O livro se passa nos tempos medievais e mistura vários elementos da cultura pop como Pokémon, RPG e Senhor dos Anéis.

              O protagonista da história é Fletcher, um garoto de 15 anos que é abandonado nos muros de uma cidade pacata e é adotado por um ferreiro. Sua vida muda quando ele consegue invocar sua primeira criatura. A partir daí se desenrolam eventos que forçam o personagem a fugir de sua cidade.

              Aqui as fontes que inspiraram a série começam a ficar mais fortes, pois, ao fugir de sua cidade, Fletcher é levado para um castelo que é uma escola para Conjuradores, onde ele conhece colegas de raças diferentes, como anões e elfos. Já a referência a Pokémon pode ser vista no fato de que para conjurar uma criatura é necessário um pergaminho que seria uma analogia à pokébola ou até as pedras dos monstros de duelo de Yu-Gi-Oh nos tempos antigos.

              Referências à parte, a trama é bastante simplória neste primeiro livro. Ela atinge seu auge na fuga de Fletcher como um criminoso, mas logo a história esfria quando ele chega na escola e acompanhamos seus estudos para se tornar um Mago de Batalha, grandes conjuradores nos campos de guerra.

              No plano de fundo existe uma guerra sendo travada em duas frentes, humanos contra orcs e humanos contra elfos. Além disso há uma grande segregação entre os nobres e plebeus, porém nesse primeiro volume não entendemos muito bem a proporção desses conflitos, sendo apenas mostrados em uma cena ou outra.

              Ao contrário de Mistborn de Brandon Sanderson, onde as ameaças pairam em todos os capítulos, aqui ela é deixada de lado com foco nos conjuradores jovens aprimorando suas habilidades na escola para poderem lutar na guerra.

              A frustração aqui se deu pelo fato da tensão levantada na fuga de Fletcher ser logo “esquecida” e o foco ficar nas aulas de conjuração. Fora que é meio surreal que se consiga tirar um tempo para treinar novos magos tranquilamente enquanto uma guerra está estourando em duas frentes e com um exército aparentemente deficitário.

              Apesar das falhas citadas, O Aprendiz é um livro bem legal, mas que vai entreter mais quem ainda está começando no mundo da literatura fantástica por abordar de forma superficial os elementos desse tipo de livro. Espero ler a sequência em breve para trazer aqui minha opinião sincera sobre a continuação dessa história.