Opinião Sincera | Overlord

 

              Overlord é uma série de light novels escrita por Kugane Maruyama e ilustrada por so-bin que teve seu início em 2010 online e começou a ser publicada fisicamente em 2012 tendo, no total, 13 volumes. Overlord teve uma adaptação para mangá por Satoshi Oshio e ilustrada por Hugin Myiama em 2014 e sua adaptação para anime veio em 07 de Julho de 2015 pelo estúdio MadHouse, tendo a sua primeira temporada finalizada em 29 de Setembro de 2015, totalizando 13 episódios.

              Light novel é um pequeno romance, com um formato semelhante ao mangá, mas apenas com texto e pequenas ilustrações. A existência de sites e fóruns para criação e discussão de light novels é uma cultura muito presente no Japão.

              Overlord tem uma base simples, que o faz parecer mais um na multidão: Em 2126 foi lançado um RPG online em realidade virtual chamado Yggdrasil, revolucionário, pois o jogador teria alta interatividade com o mundo do jogo. Após 12 anos do lançamento, Yggdrasil anunciou que seus servidores fechariam. Aqui entra Momonga, o líder de uma guilda chamada Ainz Ooal Gown, que tem em sua totalidade 41 membros, mas a grande maioria deles deixou de jogar. Momonga decide se despedir sozinho do jogo até o último segundo por respeito aos seus companheiros e ao próprio jogo. Quando o horário do fechamento dos servidores chega, Momonga percebe que o jogo não desapareceu e que os NPCs, que antes agiam como robôs, agora estavam vivos e com personalidade. Além disso, o mundo do jogo está diferente, criando o mistério do que realmente teria acontecido.

              “Mano, isso não é uma cópia do Sword Art Online?” Aí eu respondo, querido leitor: Não! Momonga está preso em seu avatar do jogo, que é um esqueleto mago ou um Elder Lich, segundo a história de Overlord, e todo o quartel-general da guilda, chamado de Grande Tumba de Nazarick é baseada em monstros (Vampiros, Demônios, etc). Além disso, Momonga não é um típico personagem principal bonzinho, pelo contrário, algumas pessoas o julgariam como vilão. Na verdade, o Momonga tem um propósito, que é: Proteger Nazarick, descobrir o que aconteceu e, talvez, dominar o mundo. Para realizar esse propósito, ele está disposto a passar por cima de qualquer um ou se aproveitar de qualquer um, tornando-o um personagem complexo.

              O único ponto que eu não sou muito fã de Overlord é o aspecto romântico. Com o passar do tempo dá pra entender que ele foi usado mais como fator cômico do que romântico, mas é um pouco difícil de digerir no começo duas personagens brigarem pelo personagem principal simplesmente porque sim. Mas, sinceramente, por mais difícil que seja se adaptar no começo, toda a trama fica tão interessante que você começa a relevar esse mini-harem.

              Os personagens secundários também são muito bem escritos, tendo personalidades e desejos bem distintos. No pouco tempo que têm para desenvolvimento, são bem trabalhados, considerando que em um formato de light novel seria impossível descrever e introduzir todos os NPCs de Nazarick, por exemplo.

              A MadHouse caprichou nas animações e na arte geral do anime. Os cenários são bem coloridos ou bem sombrios quando devem ser. As músicas estão incríveis, tanto a abertura e o encerramento são ótimos e os efeitos sonoros também dão uma profundidade maior para as cenas.

              Overlord é um anime com uma premissa semelhante a muitos outros animes sobre RPGs online, mas se destaca deles por trazer um personagem mais real, que é capaz de fazer o possível para alcançar seus objetivos, além de uma estética diferente, já que Momonga é um mago esqueleto e não tem o apelo estético de um personagem principal. No geral, uma série muito bem escrita e com vários pontos em que a trama segue um rumo completamente inesperado, fazendo você querer mais e até relevar pontos que discorda.