Call of Duty: Black Ops 4 | Expectativas

 

A menos de um mês do lançamento de mais um novo Call Of Duty, temos como desenvolvedora do ano a Treyarch (pessoalmente minha favorita entre as três) e, para a alegria de todos os fãs da série, foi anunciado mais um jogo para complementar a saga que ficou tão famosa ainda na geração de Playstation 3 e Xbox 360, Call Of Duty: Black Ops 4. Seu anúncio gerou um frenesi entre os fãs, afinal, apesar de alguns pontos negativos, a saga Black Ops é uma das melhores da série, se não a melhor. Como fã assíduo estive acompanhando todas as novidades e tive a oportunidade de jogar as duas betas lançadas, e aqui falarei um pouco mais sobre as expectativas para esse jogão que promete agitar bastante o fim de 2018.

Abordando um pouco mais da saga antes de continuarmos, na franquia Call Of Duty, a saga Black Ops foi uma das que mais se destacou, sendo conhecida, principalmente por seus dois primeiros jogos, trazendo uma história envolvente, personagens carismáticos (Grande Sargento Frank Woods), um multiplayer incrivelmente divertido e competitivo, e expandindo ainda mais o universo Zombies, que até o momento ainda não era tão famoso, mas começou a tomar novas proporções. Black Ops foi um arco que veio para se consolidar e, apesar de algumas críticas ao terceiro jogo, manteve-se competitiva frente a seus concorrentes, e assim finalmente chegamos ao quarto jogo.

Primeiramente é importante avisar que uma das novidades do game é que ele não contará com um modo campanha propriamente dito, apesar disso parecer contraditório com o que falei inicialmente, a campanha de Black Ops 3 não conseguiu emplacar como a de seus antecessores e, devido a seu aspecto mais futurista (que sofreu algumas mudanças nesse novo jogo), entendo a escolha da desenvolvedora em realizar essa modificação e focar ainda mais em seu aspecto multiplayer. A chance de trazer uma campanha que não agradasse a maioria e que talvez fosse até rasa era alta, afinal, não realizar comparações com os dois primeiros jogos seria impossível, gerando até uma frustação em alguns fãs como ocorreu no terceiro capítulo da saga. Isso, juntamente ao cenário atual de jogos online, faz com que a desenvolvedora dê um enfoque maior em manter os jogadores ativos em seu game por meio de eventos e atualizações constantes, algo que a franquia Call Of Duty adota cada vez mais nos seus jogos.

Apesar disso, uma novidade que parece interessante e vem para “suprir” essa falta será o novo modo “Missões de Especialistas”, onde teremos a possibilidade de conhecer mais sobre as histórias dos especialistas. Possivelmente não teremos algo tão profundo quanto o modo campanha em si, mas a proposta aparenta ser interessante, principalmente por conhecermos um pouco mais das motivações de cada personagem, talvez até criando uma maior empatia com cada eles. Também ainda nesse modo teremos a possibilidade de cruzar com outros especialistas a depender de com quem jogarmos, e quem sabe até descobrir certas rivalidades ou amizades entre eles. Aguardemos para ver o que nos espera.

Entrando em um de seus pontos mais famosos, o Multiplayer, e aqui é importante ressaltar que, comparado a seu antecessor, voltamos a ter um Call Of Duty bem mais “Pé no Chão”. O jogo ainda se passa em um ambiente futurista, contudo movimentos como pulos duplos e corridas pelas paredes foram deixados de lado, fazendo a alegria dos fãs mais saudosistas. As batalhas e interações continuam rápidas e dinâmicas, ainda mais se incluirmos alguns gadgets novos dos especialistas, mas ainda assim a mudança é bem-vinda, trazendo um diferencial mais “tradicional” para o jogo.

Como falei acima, contamos com a permanência dos especialistas, que foi o grande diferencial no lançamento de Black Ops 3, mas ao invés de termos de escolher entre sua arma ou uma habilidade como ocorria em seu antecessor, agora durante as partidas você poderá utilizar ao mesmo tempo sua habilidade especial e um equipamento, ambos exclusividade daquele especialista escolhido. A habilidade especial continua precisando ser carregada antes de ser utilizada, a diferença dessa vez é termos acesso também a um equipamento que carrega relativamente mais rápido e pode ser usado bem mais vezes durante a partida. Um exemplo é o especialista Ruin, já conhecido pelos jogadores da saga, como habilidade especial ele agora utiliza uma versão diferenciada de sua Gravity Spikes, porém com o mesmo efeito atingindo o chão e matando todos os players próximos. Enquanto isso, como equipamento ele pode utilizar uma Grapple Gun, que permite que ele se movimente bem mais rapidamente entre os cenários e crie outras alternativas de avanço.

Chega até ser um pouco difícil listar todas as novidades do multiplayer, então focarei nas mais gritantes até o momento. Tivemos a adição de uma barra de vida para os jogadores, assim agora será possível saber quanto de vida seu personagem possui e quanto ainda resta para os demais da partida, juntamente a isso tivemos outra alteração, nosso personagem não se cura mais automaticamente ao sairmos de confrontos, ao invés disso, necessitamos apertar um botão para realizar a injeção de cura (um procedimento rápido, mas bem diferente para os fãs mais antigos), essa cura não tem um número de utilização limite, podendo ser usada quantas vezes for necessária durante a partida e nem necessita ser equipada. Apesar dessas duas “grandes” mudanças, não precisei levar muito tempo até me adaptar com as novas mecânicas e, pouco tempo depois, o procedimento de conferir meu Hp e realizar curas se tornou comum e tão fluido quanto o próprio jogo.

Outro modo consagrado pela saga Black Ops que retorna nesse jogo, e talvez o mais esperado por uma boa parte dos jogadores, é o Modo Zombies, que conta com o retorno de nossos quatro queridos personagens: Richtofen, Dempsey, Takeo e Nikolai em uma versão reimaginada do mapa Mob Of The Dead, agora conhecido como Blood Of The Dead, contando com algumas áreas extras e um novo contexto. Além disso, teremos a introdução de quatro novos personagens, porém em uma Storyline nova, da qual não tivemos muitas informações liberadas. Quanto a esse modo, aguardamos respostas tanto referente ao que ocorreu em Revelations quanto qual a ideia dessa nova Storyline, se teremos algo interligado como ocorreu em Shadows Of Evil (apesar de que qualquer ligação entre ambas Storylines já foi negada, mas...teorias, sabe como é né...), ou se realmente será uma nova história totalmente independente.

Por fim, a última grande novidade, que também tive possibilidade de testar é o novo modo Blackout, diante da grande ascensão dos modos Battle Royalle nos games, claramente a franquia Call Of Duty não ficaria de fora. O modo apresenta potencial e conseguiu trazer sua assinatura, principalmente por contar com um mapa gigantesco que possui diversos outros mapas menores dentro dele, a exemplo dos mapas Raid, Nuketow e outros. Também temos locais com spawn de zumbis, dando um desafio maior para os jogadores que tentam sobreviver enquanto caçam e são caçados por outros. O modo apresenta potencial, tem veículos e até mesmo alguns detalhes próprios da franquia, mas resta aguardar para ver se realmente será um diferencial ou apenas mais do mesmo, já que possuímos um universo gamer quase saturado deste gênero de jogo

Diante dessas mudanças conseguimos notar que a franquia Call Of Duty está buscando se reinventar e inovar a cada ano, para isso, vemos ele adicionando novidades em seus modos buscando agregar novos jogadores, mas também percebemos ele ouvindo seus fãs mais saudosistas, retomando sistemas mais clássicos. Uma impressão que tive foi a de o jogo estar bebendo um pouco da fonte de outros jogos, um exemplo é Overwatch, pela similaridade na inclusão da barra de vida e a mudança no sistema de especialistas. Apesar disso, o jogo continua divertido e com a clássica cara de um Call Of Duty. Estou extremamente ansioso para seu lançamento e espero logo quando sair poder trazer para vocês uma análise mais profunda do jogo.