Opinião Sincera | Capitã Marvel

 

Finalmente chegou aos cinemas o filme da Capitã Marvel, 21º filme do MCU, com sua primeira protagonista feminina. Este longa chegou para apresentar essa nova heroína que terá um papel crucial na luta contra Thanos em Vingadores: Ultimato, que estreia em 25 de abril.

A trama se passa nos anos 90, com a Carol Denvers já com seus poderes vivendo no planeta dos Kree. Ao sair em uma missão contra os Skrull, algo dá errado e ela vai parar no planeta Terra, onde embarca em uma jornada para recuperar suas memórias de quando ainda fazia parte da força aérea. Aqui temos também a “origem” do Nick Fury que, até então, não tinha tido contato com nenhum super herói.

O início do filme promete muito, com algumas sequências de ação que parecem que vão guiar todo o longa. Porém, quando a história vai para a Terra, o ritmo cai e somos apresentados a vários diálogos expositivos e aos questionamentos da protagonista para descobrir de onde veio. O que ameniza essa “barriga” é a tensão constante sobre quem é ou não um skrull disfarçado.

A narrativa lembrou muito o primeiro Thor, que tem um início emocionante, mas quando ele é expulso de Asgard cria-se uma barriga gigante, com a ação só voltando nos últimos 30 minutos. Capitã Marvel é uma jornada de descoberta da protagonista, bem morna, mas com algumas boas tiradas cômicas, até que ela entenda seus poderes e tudo que está acontecendo em volta e nós tenhamos um gostinho do que Thanos pode esperar no próximo filme.

Quando Carol finalmente libera seus poderes, são desencadeadas lutas nas mais diversas proporções, tanto no próprio planeta Terra, como no espaço, lembrando até em alguns momentos Star Wars.

Apesar de não ser o filme de origem tradicional, com a heroína já com seus poderes no início, e de ter um segundo ato bem lento, ele consegue divertir, mas, ao ter como objetivo apresentar a heroína que fez Nick Fury usar seus últimos segundos de vida para chama-la, deixou um pouco a desejar. Porém, o filme abre bem os caminhos para que a Marvel possa explorar outros heróis e arcos das HQs no cinema.

O longa acerta também ao mostrar outras facetas do Nick Fury, bem menos experiente aqui, para que conheçamos o personagem além do cara durão que já foi nos mostrado até aqui.

É importante destacar a homenagem a Stan Lee logo nos créditos iniciais e sua participação no filme que foram bem emocionantes e deixaram aquele sentimento de saudade e nostalgia.

Como já estamos acostumados em filmes do MCU, o longa tem duas cenas pós créditos, mas fiquem só para a primeira, a segunda não vale a pena esperar.