Opinião Sincera | Uma Aventura LEGO 2

 

O final de Uma Aventura LEGO deixou um gancho para a continuação que aconteceu cinco anos depois. Fez-me sentir como se tivesse visto o primeiro ontem. A narrativa de Uma Aventura LEGO 2 manteve os elementos que tornam o filme interessante tanto para crianças, como para adultos. O abuso nas referências continua, mas agora indo mais além das propriedades intelectuais da Warner, dando até espetadas na Marvel. Por outro lado, o filme tem mais ação e a trama está mais amadurecida, com direito até a reviravoltas.

O filme começa em um cenário pós-apocalíptico, uma referência brutal a Mad Max, Blade Runner 2049 e Planeta dos Macacos. A cidade agora se chama Apocalipsópolis (Apocalypseburg, originalmente). Todos estão endurecidos pelo tempo e pelas adversidades, menos, é claro, o super otimista Emmet (Chris Pratt), que continua a cantar “Tudo é Incrível” alegremente. Ele agora tem a missão de resgatar seus amigos, que são os mesmos personagens do primeiro filme, e salvar o mundo do Armageddon.

Na vida real, mais uma criança aparece para brincar: Bianca (Brooklynn Prince), a irmã do Finn (Jadon Sand). O filme mostra os manipuladores dos brinquedos com mais frequência. A mensagem que o filme passa é tão positiva quanto a do primeiro, e muito fofa. Com certeza as crianças amaram esse segundo filme. Mas em termos de referências, elas foram muito mais engraçadas para os pais que levaram os filhos. O Batman e a Liga da Justiça continuam sendo o “carro-chefe” nas piadas, mas vemos personagens como o Bruce Willis, a Velma de Scooby Doo e referências diretas a outros filmes. Se a tentativa foi ser mais engraçado que o primeiro, conseguiu.

O visual continua perfeito. Imagens computadorizadas bem desenvolvidas, com um brilho e detalhes que dão a sensação de que estamos vendo as peças parecendo mais uma live-action que uma animação. A diferença é que agora temos mais brinquedos como LEGO DUPLO e outros bonecos.

Como não podia faltar música, a nova música tema é muito mais legal que a primeira. Ela se chama Catchy Song (Música Chiclete, em uma tradução livre), e ela fica mesmo na cabeça. Eu saí do filme e corri para colocá-la na minha playlist no Spotify, junto com Tudo é Incrível.

Alguns dizem, desde o primeiro filme, que tudo isso não passa de um marketing longa-metragem dos brinquedos. De fato, a vontade é de comprar o universo todo, dar uma de criança e brincar com a minha imaginação. Mas isso não o desqualifica. Continua sendo um dos melhores filmes de animação que já vi. A produção fez bem seu papel de continuação, eu não esperava por isso. Eu recomendo muito. Minha dica é que assista ao legendado porque as piadas e o tom ficam mais engraçados.