Opinião Sincera | Stranger Things 3

 

[CRÍTICA SEM SPOILERS]

Quase dois anos após o lançamento da segunda temporada, finalmente saiu a tão aguardada terceira temporada de Stranger Things. Será que os irmãos Duffer conseguiram manter o nível de qualidade da série? Será que conseguiram se inovar? Será que vale a pena assistir à terceira temporada?

A resposta é SIM, com louvor a todas as perguntas. A série continua bebendo na mesma fonte das duas temporadas anteriores, tendo como vilão principal o Devorador de Mentes, mas agora a história ganhou um viés mais elaborado e trazendo os personagens tão queridos com novas personalidades, amadurecidos. A terceira temporada é divertida, tem aventura e, para aqueles mais sensíveis, traz um susto ou outro.

A história agora se passa no verão de 1985, com nossos personagens vivenciando uma nova fase em suas vidas em um momento de transição da infância para adolescência, vivendo dramas românticos adolescentes, crises existenciais, problemas de expressão de sentimentos e, o que não podia faltar, os terrores do Mundo Invertido. Nessa temporada o foco são os personagens e não mais tanto esse mundo paralelo, até porque o inimigo já é conhecido e não precisa ser reapresentado ao público.

Alguns pontos legais da nova temporada são os momentos de nostalgia dos filmes dos anos 80 como os easter eggs referentes ao Exterminador do Futuro, também temos, em cartaz no shopping da cidade, o clássico De Volta Para o Futuro, utilizando também de sua trilha sonora em alguns momentos ou também da cena clássica de o Iluminado de Stanley Kubrick.

O único problema encontrado na terceira temporada é o mesmo que me incomoda no desenrolar da série: os irmãos Duffer não criaram uma série de oito episódios, eles fizeram um filme de oito horas, que poderia ter sido produzido em cinco ou seis horas, pois a série desde a primeira temporada tem o enfoque para ser assistida em apenas um dia. Algo que me faz realmente remeter ao pensamento de estar assistindo a um filme é que somente vemos um contexto para o enredo nos últimos 20 minutos do “longa”.